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Deus: Um Macaco Gordo!

Crentes já devem estar me xingando só pelo título do post! hehehehehe

Explico:

Deus é um Macaco Gordo (mas bem gordo mesmo!), já que está quebrando o galho do Conhecimento enquanto este não dá as caras, ou melhor, enquanto a Consciência não amadurece e busca por ele (o Conhecimento).

Deus é utilizado como Macaco Gordo para praticamente tudo: “estou numa situação difícil… ah, foi Deus quem quis”, “por que essa tragédia aconteceu comigo… ah, foi vontade de Deus”, “por que não ganho na telesena… porque Deus escreve certo por linhas tortas” e por aí, os exemplos são inúmeros.

Pois bem, enquanto o Conhecimento está de folga, tirando umas férias nos confins do Universo, o Macaco Gordo aproveita para aparecer até quando o assunto é ciência, que a meu ver deveria ficar longe desse Macaco, entretanto, até mesmo os cientistas mais renomados se utilizam desse Fofucho Macaquito para justificarem a complexidade que encontram em suas pesquisas.

Na minha opinião personalíssima, apelar para um Deus é o mesmo que atestar sua ignorância quanto aos assuntos no qual o Macaco Gordo apareceu. Seria o mesmo que dizer “Eu não sei mais nada a partir desse ponto.” o que seria mais inteligente de se dizer, já que não se apelaria para o desconhecido e imaginário Deus.

A Consciência Intrafísica Terráquea (atual habitante do planeta Terra) é imatura e ignorante em toda sua capacidade de raciocínio quando a discussão tende para o lado do tal “Macaquinho Supernutrido”.

Toda essa introdução para dizer que chegou até meu conhecimento (através de um amigo) a reportagem “Cientistas afirmam que podem provar a existência de Deus pela análise do DNA” (olha o macaco gordo aí!) e que traz um conceito que achei interessante, um tal de “Projeto Inteligente” que se baseia no seguinte raciocínio:

Sendo o DNA um sistema complexo, composto por mais de três bilhões de caracteres individuais que são processados e geram as informações necessárias para a construção da constituição física do ser, de onde veio tanta informação?

Na minha opinião esta pergunta não é a pergunta correta a ser feita, já que as informações contidas no DNA são resultado dos milhares de anos de evolução e mutação genética. O mais interessante seria questionar “quem” dá significado a todo esse conjunto de dados, no que eu responderia: “Talvez seja nós mesmos, Consciências”.

Pois bem, na reportagem, cientistas dizem que “o que é capaz de produzir informação é a inteligência“. E concordo com eles nessa afirmação e faço um paralelo com o tratamento de dados dentro de uma empresa: cada palavra ou número é um dado, simplesmente um elemento sem nenhum significado que é armazenado no banco de dados da empresa; então, eis que vem um funcionário chamado de Analista que vai olhar para aqueles dados e procurar qual a relação existente entre eles e organizá-los de forma a dar significado a eles; nisso os dados, depois de significados, transformam-se em informação, ou seja, os dados estão lá soltos e aparentemente sem relevância, quando vem uma inteligência e percebe a inter-relação desses dados, dando utilidade e lógica aos dados que tornam-se informação, que será analisada por outros funcionários que tomarão decisões.

Nesse paralelo, o DNA repleto de genes (dados) necessita de uma inteligência (Consciência) para dar significado e perceber a relação entre esses dados genéticos, gerando um determinado biótipo com características únicas (informação).

Ora, a Consciência (nós) somos uma inteligência, por que então essa inteligência que organiza e interpreta os dados transformando em informações não pode ser nós mesmos? Ainda não temos noção da extensão de nossas capacidades como Consciências multidimensionais, multiexistenciais e multiveiculares para refutar esse hipótese.

É importante dizer que a confirmação do “Projeto Inteligente” não vai provar a existência de nenhum “Deus”, apenas vai provar que existe uma inteligência (que pode ser nós mesmos ou uma um pouco maior do que nós) por trás da significação dos dados contidos no código genético.

É aqui que a arrogância da conscin terráquea entra: ela sempre se acha o centro do universo. Primeiro, a Terra era o centro do Sistema (atualmente chamado de Solar). Descobriu-se através de pesquisas científicas que isso não era verdade. Depois tínhamos que ser o centro da galáxia, entretanto não o somos. E por fim, a ignorância e prepotência leva a Conscin a pensar que somos o primeiro e único planeta com vida inteligente no Universo. Ledo engano.

Há consciências em constante desenvolvimento por todo o Universo, e em diversos estágios evolutivos, bem como em diferentes estágios de inteligência. Vide relatos de projetores lúcidos que tiverem encontros com consciências extraterrestres no extrafísico, inclusive o Prof. Waldo Vieira relata alguns encontros desses em videos disponibilizados no You Tube.

OK, o DNA pode ter sido algo significado por uma inteligência superior a nossa inteligência atual, mas isso não prova que essa inteligência é a Causa Primária. Há diversos graus da Consciência na escala evolutiva que podem ser a inteligência ou as inteligências  por trás dessa significação, sem no entanto, estar sequer próximo da Causa Primária do Universo.

Por favor, siga meu raciocínio:

Através dos estudos e vivências Conscienciológicas se tem registro e conhecimento de estágios evolutivos da Consciência. O último estágio conhecido é aquele no qual nós Consciências não precisaremos da forma para nos manifestarmos, descartando assim os veículos de manifestação somático, energossomático e psicossomático; passando a ser uma Consciência Livre.

Se uma Consciência Livre for responsável pela evolução de um planeta inteiro, essa inteligência responsável pode ser a inteligência por trás da transformação do DNA em informação, já que ela estaria encarregada da evolução das Consciências nesse planeta.

Mas pode-se pensar também da seguinte maneira: se só existe duas coisas no Universo, energia e Consciência, então a primeira significação dos dados genéticos foi realizada pela primeira ou pelas primeiras consciências que surgiram no princípio de tudp.  Então os crentes irão dizer: “Ahá! E quem foi que criou essas primeiras consciências?”, aí responderei “Não sei” e eles dirão “Foi Deus! Está vendo, não tem como negar a existência de Deus” (e aqui está o Macaco Gordo novamente!). E isso é uma grande prova da infantilidade e imaturidade que a Consciência pode demonstrar. Tudo bem, você quer dizer que o Universo surgiu de algum lugar ou alguém o fez? Chame de Causa Primária do Universo, já que ninguém sabe com certeza como foi, quem foi ou por quê foi. A palavra “Deus” já está tão estigmatizada pelas religiões ao longo dos séculos do desenvolvimento humano nesse planeta que não convém utilizá-la mais para se referir ao princípio de tudo.

Agora seja racional e consciente: o que você está chamando de “Deus” não é nem de perto a Causa Primária do Universo (que com toda certeza está a anos-luz de nossa capacidade de compreensão), mas sim uma Consciência em estágio mais avançado na evolução do que eu e você, entretanto, que não é nenhum ser onipotente, onipresente, oni-qualquer-coisa. É simplesmente (ou complexamente, se preferir) eu e você daqui a alguns milhares de anos de evolução. E não é nenhum “paizão” que sabe tudo o que acontece com você e que está te esperando de braços abertos no “céu” e que é responsável por todas as mazelas, tragédias e bem-venturas que acontece nesta sua vida intrafísica e nas anteriores e nas que se seguirão, o responsável por tudo isso é somente você naquilo que você, como dizem por aí, “plantou, semeou e está colhendo”.

Cai na real Consciência! Pare de chamar o Macado Gordo e corra atrás do Conhecimento que é o mais importante!

Um abraço!

OBS.: Escrevi a palavra “Deus” em maiúscula nos parágrafos acima para não ofender mais ainda os que acreditam nesse ser/entidade/ou seja lá como queira denominar; porque costumo escrever em minúsculo pois não vejo porque escrever em maiúsculo e porque provavelmente só é escrito em maiúsculo para enaltecer o conceito. Já com a palavra “conhecimento” fiz o inverso, para enaltecer a importância do saber, do conhecer, do se informar, do amadurecer.

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