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Long Time No See… e o Neologismo Trador

A tempos que não posto nada aqui no Recuperando Cons. Bem verdade, desde quando minhas férias acabaram. A rotina de trabalho e o cansaço constante me desmotivaram a pensar em assuntos para serem discutidos aqui.

Agora estou num momento crítico na área profissional, que está consumindo meus esforços e me enchendo de medos e paranóias e acabo por deixar o Recons (Recuperando Cons) de lado.

Entretanto, hoje um artigo escrito pelo meu grande amigo, escritor, pesquisador, massoterapeuta e educador físico, Alexandre Pereira, reavivou a vontade de escrever aqui. A vontade de compartilhar conteúdo relevante para sua evolução (e pra minha também!).

O tema do artigo é “Trador: Um Novo Elemento Conscienciométrico” e discorre sobre a proposta de uma neologia que trará mais elementos para uma autopesquisa mais acurada em relação aos nossos traços força  (trafores) que permanecem dormentes, os tradores (traços dormentes), nesta seriéxis (serialidade existencial, vida intrafísica) mas que já foram bastante desenvolvidos ou bastante utilizados em vidas pregressas (anteriores).

Um dos exemplos que ele cita no artigo é do gênio artista que nesta vida, possui esse trador (traço dormente) da genialidade artística para se dedicar à mentalsomática, ao campo das idéias e da racionalidade. O que seria uma dormência superavitária, já que a utilização da razão e tida como mais benéfica à evolução pessoal do que a emoção, ou a exacerbação das emoções, do “vislumbre poético do subjetivo sentimental“.

Lembrei-me que meu traço artístico (longe de ser genial, mas ainda assim, acima da média) já desenvolvido noutras serialidades existenciais (seriéxis) se manifestou desde cedo, não estando, portanto, dormente. O que me causou problemas nas escolhas profissionais, atrasando decisões e experiências importantes para meu amadurecimento na profissão.

Hoje, sou bacharel em administração (ainda não tenho registro no conselho regional de administração 😛), e gosto dessa área (apesar de muitas vezes pensar que me faltam traços – ou que talvez como o artigo sugere, estejam adormecidos – e que me fazem “gelar” a barriga ou passar dias preocupado, ansioso e inseguro sem saber como lidar com determinadas situações). Mas a escolha dessa área não aconteceu sem antes achar que nada além da arte serviria que eu não daria certo em nenhuma outra área.

Duas faculdades interrompidas (uma de artes plásticas e outra de artes sonoras) depois, descubro que a administração é uma área em que posso me sair bem e fico sabendo de algo que (talvez) pudesse ter mudado minha escolha desde o começo:

Quem não sabe qual curso fazer, faz Administração.

Esta frase, no meio acadêmico, é vista como uma satirização dos outros cursos em relação ao de Administração, porque é uma área bem ampla, na qual você consegue trabalhar em qualquer empresa, em qualquer setor, é bem geral e depois você escolhe qual área se especializar. Porém, pra mim talvez tivesse valido como um conselho de amigo (ou talvez eu não tivesse maturidade para dar ouvidos a este “conselho).

Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista) essa frase não chegou ao meu conhecimento até que já fosse tarde demais e eu já tivesse conseguido ajustar a rota da proéxis na área profissional. Já estava dentro do curso de administração e o conhecimento desta frase, a mim não mais seviria pra nada. Mas pode servir pra você que está lendo essa postagem agora. (se isso aqui estivesse no twitter, colocaria um #fikdik, ;D)

Entranto (porém, contudo, todavia!), nenhuma experiência é irrelevante para a Consciência disposta a aprender (e evoluir!). Estas experiências artísticas serviram para reforçar a idéia de que nesta vida eu não iria pautar minha subsistência ou meus esforços pensênicos na arte.

Voltando à questão do traço adormecido, proposto pelo Alexandre, fico a pensenizar se há em mim um traço adormecido quando por várias vezes e em diversas situações (principalmente profissionais – e às vezes no campo dos relacionamentos amorosos) desta minha atual existência intrafísica, me deparei com situações onde eu pensava “preciso agir dessa forma, sei que consigo agir assim, mais confiante ou mais determinado” mas na hora H amarelava grandão e me encolhia dentro de mim, sucumbindo ao medoá auto-imagem distorcida, à insegurança e à vitimização.

Isso me põe a refletir sobre minha atual situação: é preciso uma mudança, um amadurecimento profissional e isso me causa um “cagaço” tamanho, que  não passo um dia sequer sem remoer as opções que tenho e o que vai acontecer se eu escolher isso ou aquilo e se não der certo e se eu ficar desempregado e se eu não conseguir ser competente no que eu tiver que realizar profissionalmente e por aí vai.

A insegurança cresce a cada dia junto com o medo da mudança.

Por outro lado, entendo perfeitamente que este momento de crise pessoal faz-se necessário para mais um aprendizado forte.

Então continuo seguindo em frente (não tão intensamente quanto talvez devesse) tentado manter a confiança de que tudo vai dar certo, de que as coisas vão mudar para melhor e que os “estudos de hoje trarão os frutos de amanhã“, propiciando escolhas mais assertivas.

#Fikdik (:P) então, de um artigo conscienciológico de ponta para colocar mais “caraminholas” na sua cabeça e fazê-lo refletir sobre suas atitudes (ou não atitudes) e suas escolhas.

Um abraço energético a todos!

OBS.: Pra não dizer que não tive indícios de que não deveria fazer artes, lembro que uma vez fiz um teste vocacional e saiu uns oitenta por cento de inclinação para área de exatas e o restante para área de humanas. Mas eu decidi ignorar o teste e fazer artes assim mesmo (afinal, sou muito teimoso quando não quero algo).

OBS.2: Acabei de postar no twitter a frase com a hashtag #fikdik! hehehehe

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